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18 de maio de 2010

Pablo Neruda



Morre lentamente quem não viaja, Quem não lê,
Quem não ouve música,
Quem destrói o seu amor-próprio,
Quem não se deixa ajudar.

Morre lentamente quem se transforma escravo do hábito,
Repetindo todos os dias o mesmo trajecto,
Quem não muda as marcas no supermercado,
Não arrisca vestir uma cor nova,
Não conversa com quem não conhece.

Morre lentamente quem evita uma paixão,
Quem prefere O "preto no branco"
E os "pontos nos is" a um turbilhão de emoções indomáveis,
Justamente as que resgatam brilho nos olhos,
Sorrisos e soluços, coração aos tropeços, sentimentos.

Morre lentamente quem não vira a mesa quando está infeliz no trabalho,
Quem não arrisca o certo pelo incerto atrás de um sonho,
Quem não se permite,
Uma vez na vida, fugir dos conselhos sensatos.

Morre lentamente quem passa os dias queixando-se da má sorte ou da
Chuva incessante,
Desistindo de um projecto antes de iniciá-lo,
não perguntando sobre um assunto que desconhece
E não respondendo quando lhe indagam o que sabe.

Evitemos a morte em doses suaves,
Recordando sempre que estar vivo exige um esforço muito maior do que o
Simples acto de respirar.
Estejamos vivos, então!

22 de abril de 2010

A Palavra Mágica

Certa palavra dorme na sombra
de um livro raro.
Como desencantá-la?
É a senha da vida
a senha do mundo.
Vou procurá-la.

Vou procurá-la a vida inteira
no mundo todo.
Se tarda o encontro, se não a encontro,
não desanimo,
procuro sempre.

Procuro sempre, e minha procura
ficará sendo minha palavra.
Carlos Drummond de Andrade, in 'Discurso da Primavera'

22 de março de 2010

Dia Mundial da Poesia

No dia 22 de Março, comemorámos o Dia Mundial da Poesia na nossa Escola. Dinamizámos uma actividade no âmbito da leitura e da escrita com os Guardiões da BE, a psicóloga Rita Feijão, as professoras Luísa Rodrigues e Sandra Gomes, e alunos  que, entretanto, se inscreveram e participaram, entusiasticamente, nesta actividade.

O objectivo era, principalmente, recitar poemas, partilhando as palavras dos nossos poetas favoritos e, recriar poemas, apelando à criatividade e às vivências de cada um.
Foram momentos únicos, emotivos que cada um guardará para si, de uma forma especial!